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Para reforçar a argumentação

Quantas e quantas citações (frases interessantes) de pessoas famosas ou nem tanto já ouvimos ao longo da vida? Que tal parar um pouco e pensar mais profundamente a respeito delas? A principal vantagem é que, eventualmente, podemos aproveitar algumas dessas citações para reforçar (sustentar, dar mais fundamento) à defesa de nossos pontos de vista.

Vamos, então, dar uma olhada em algumas dessas citações que, ao definir tão completamente uma determinada situação ou um peculiar comportamento, acabaram por formar um vocabulário extra, ao qual podemos recorrer para dar mais ênfase e credibilidade (histórica) à nossa argumentação:

“A sorte está lançada!”

Traduz a expressão latina “Alea jacta est!”, que o imperador Júlio César  (100 a.C. – 44 a.C.) teria dito quando resolveu marchar sobre Roma, atravessando o Rubicão (riacho entre a antiga Gália e a Itália), para derrubar seu rival Pompeu. A frase costuma ser empregada quando se toma uma decisão grave, porém enérgica, depois de muita hesitação.

“Voz do povo, voz de Deus.”

Também de origem latina, a expressão “Vox populi, vox Dei.” pode ser usada quando se credita inspiração divina às manifestações instintivas do sentimento popular.

“O Estado sou eu!”

Ou, como disse o rei Luiz XIV, o “rei sol” (1661-1715), para afirmar-se acima das leis e da conveniência da nação, “L’État c’est moi!”. Costuma ser empregada, ainda nos dias de hoje, para exemplificar casos extremos de autoritarismo e de personalismo.

“Ser ou não ser… eis a questão!”

Escrita pelo dramaturgo inglês William Shakespeare (1564-1616), a famosa frase “To be or not to be… that’s the question!” faz parte do monólogo de Hamlet, na peça de mesmo nome, em que o personagem reflete sobre as mais profundas questões da existência. Usa-se a propósito de situações difíceis, em que a indecisão se torna paralisante.

“Vim, vi, venci.”

Trata-se de outra expressão do criativo imperador romano Júlio César. Com a frase “Veni, vidi, vici.” comunicou ao Senado sua imediata e irresistível vitória sobre Farnaces, rei do Ponto. Emprega-se para indicar uma vitória obtida rapidamente.

“Carpe diem!”

Na tradução literal, “Colha o dia!”, mas o sentido dessa expressão de origem latina está mais próximo de “Aproveite o momento!”. Criada pelo poeta romano Horácio, que viveu no século I a.C., a frase nos lembra que a vida é curta e que devemos usufruí-la integralmente, sem desperdício de tempo.

“Presente de grego”

Não é uma frase, mas um mito da história, que se transformou em uma expressão capaz de dar a ideia de que alguma coisa ou alguém, aparentemente favoráveis aos nossos interesses, acabou se revelando contra nós (“O que recebi dele foi um “presente de grego”!). A origem desse mito remonta à Antiguidade, quando gregos e troianos se digladiavam em guerra interminável e a cidade de Troia, mesmo totalmente sitiada, resistia. Para conquistá-la, os gregos recorreram a um ardil. Construíram um imenso cavalo de madeira, deixaram-no às portas da cidade e fizeram com que os troianos acreditassem que se tratava de um presente. O cavalo, cujo bojo estava repleto de guerreiros gregos, foi transportado para dentro de Troia, causando a derrota da cidade. Pode-se usar, com igual significado, a expressão “Cavalo de Troia”.

“Calcanhar de Aquiles”

Trata-se de outra expressão mitológica usada para assinalar o ponto fraco de alguém. (“Hei de descobrir seu “calcanhar de Aquiles”!) Conta a lenda que, quando pequeno, Aquiles foi mergulhado pela mãe num lago mágico, o Estinge, que tornava as pessoas invulneráveis. Mas, como a mãe o segurou pelo calcanhar, a água não atingiu essa parte do corpo do herói e foi justamente aí que Páris o feriu na guerra de Troia (a mesma do “presente de grego”).

“Negócio da China”

Quem não quer um? Trata-se de uma expressão empregada para indicar uma negócio de pouco risco e muito lucro. Está associada aos primórdios do comércio marítimo e, especialmente, às famosas viagens de Marco Polo ao Oriente, descrito, na época, como um lugar de riquezas incalculáveis.

“Ovo de Colombo”

Frente aos céticos, que colocavam em dúvida o mérito de suas descobertas marítimas, Cristóvão Colombo os desafiou a colocar um ovo em pé. Frustradas todas as tentativas, Colombo quebrou ligeiramente uma das extremidades do ovo e, com isso, conseguiu seu intento. Naquela época, como hoje, o sentido continua o mesmo: tudo parece muito fácil… depois de feito.

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