Para ser considerado de qualidade, o texto precisa ser consistente. Isso significa, em essência, “esgotar” o assunto abordado, oferecendo ao leitor o máximo possível de informações relacionadas ao tema.
Para uma boa “exploração” do assunto vale recorrer à técnica jornalística e às seis perguntas básicas que todo profissional da área usa como roteiro para orientar suas reportagens.
Veja quais são:
O QUÊ? – O que aconteceu? O que está acontecendo? O que acontecerá?
QUANDO? – Em que período, em que momento, em que data etc. aconteceu, está acontecendo, acontecerá?
ONDE? – Em que lugar, em que contexto etc. aconteceu, está acontecendo, acontecerá?
QUEM? – Quem participou, está participando, participará; organizou, está organizando, organizará; foi alvo, está sendo alvo, será alvo etc. do acontecimento?
COMO? – Em que circunstâncias, situação etc. se deu, está se dando, se dará o fato?
POR QUÊ? – Por que o fato aconteceu, está acontecendo, acontecerá? Quais consequências o fato acarretou, está acarretando, poderá acarretar?
Ao usar as seis perguntas “clássicas” como base para desenvolver o conteúdo de um texto informativo em qualquer formato (comunicado, carta, e-mail, relatório, projeto etc.), vamos obter um texto, no mínimo, CONSISTENTE.
Veja como o “mecanismo” funciona:
Um Diretor de Planejamento precisa escrever um e-mail, convocando vários funcionários da empresa para uma reunião. Como ele exploraria este assunto antes de escrever, tendo em vista não deixar de fora nenhuma informação importante?
O quê? – O principal fato, objetivo, do e-mail é a reunião.
Quando? – A reunião foi programada para o dia 27 de julho, às 16h00.
Onde? – A reunião será realizada na sala da Diretoria de Planejamento.
Quem? – Quem está convocando a reunião é o Diretor de Planejamento e quem está sendo convocado para a reunião são os Gerentes das áreas Financeira, de Contabilidade, de Recursos Humanos, Industrial e Comercial.
Por quê? – O motivo da reunião é o planejamento financeiro da empresa para o fim de ano, que traz despesas adicionais de vulto relacionadas ao pagamento de décimo-terceiro aos funcionários.
Como? – O Diretor de Planejamento espera definir um plano de ação, com base nas ideias e sugestões dos participantes, e na previsão de recebimentos e custos da empresa até o o período de pagamento do décimo-terceiro aos funcionários.
Deu para perceber como esse questionário básico facilita o desenvolvimento da escrita? Nenhuma informação importante vai ser esquecida.

Vamos ao texto:
O “formato” e-mail traz algumas facilidades que vamos aproveitar neste caso, como o De, o Para e o Assunto, que já resolvem o “Quem” (quem está convocando a reunião e quem está sendo convocado) e o “O Que” (o fato, ou seja, trata-se de uma reunião sobre pagamento de décimo-terceiro).
De: Diretor de Planejamento
Para: Gerente Financeiro; Gerente Contabilidade; Gerente Recursos Humanos; Gerente Industrial; Gerente Comercial
Assunto: Reunião sobre pagamento de décimo-terceiro
Solicito sua presença em reunião a ser realizada na sala da Diretoria de Planejamento, no dia 27 de julho, às 16h00.
O objetivo é tratar do planejamento financeiro da empresa para o período de novembro e dezembro próximos, quando efetuamos o pagamento do décimo-terceiro aos funcionários.
Para traçarmos o melhor plano de ação, conto com suas ideias e sugestões e também com as estimativas de custos, vendas, produção e faturamento previstas para o período.
Atenciosamente,
Diretor de Planejamento
Além de deixar o texto consistente, o sexteto de perguntas ajuda a direcionar o fluxo das ideias por escrito e a dar à comunicação uma forma mais clara e objetiva.
Nos próximos posts, título e enfoque, outros recursos jornalísticos que nos ajudam a escrever textos consistentes, claros e objetivos.
















Thomas Alva Edison, o famoso inventor da lâmpada elétrica, do fonógrafo, do projetor de cinema… não foi um homem que se contentasse com pouca coisa. Em 1876, com 29 anos de idade, criou o laboratório de Menlo Park, em Nova Jérsei, o primeiro nos Estados Unidos destinado à pesquisa industrial. Disse, então, que desejaria inventar uma novidade a cada dez dias. Não ficou muito longe de sua meta. Quando morreu, em 1931, com 84 anos, havia patenteado cerca de 1.300 invenções, avaliadas em 25 bilhões de dólares, recorde do qual nem sequer se aproximou qualquer outro inventor.
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Começaram a utilizar objetos de osso e pedra como ferramentas e armas; aprenderam a acender, a manter e a empregar o fogo e desenvolveram a fala, de forma natural, como um meio mais eficiente de se comunicar e de obter resultados. 
com os quais objetos e ideias eram conhecidos no falar típico de cada povo. Deve-se aos fenícios a criação do primeiro alfabeto, com base na representação dos sons, cerca de 1.000 anos antes de Cristo. Era constituído por 22 signos, que permitiam escrever qualquer palavra.
Imagine-se vivendo em uma caverna, onde prospera uma comunidade que acredita ser o mundo apenas aquele definido pelos limites estreitos de seu abrigo, um lugar desconfortável, mas seguro, pela perspectiva da continuidade. 

